quarta-feira, 23 de abril de 2008

Onde passa um, passa a boiada inteira....

A mudança pro Rio
já prevista
e revista
era vislumbrada com uma trilha sonora
do partido alto
do pagode
e do samba de roda

caláfrios
e dias sombrios,
mais uma vez
o projeto não planejado
(pois vivendo a fugir de planos, sempre caio em visualizações, sonhos e ponderações)
sou tomado por um som baiano

o rio soa como caetano
mesmo quando ele fala da Bahia
e de Salvador

agora atravessando a cidade
vejo num Rio que nunca vi
o rio que preetendo relatar

caindo na rotina
sobe a serra
desce a serra
rumo ao trabalho
volta do trabalho
escreve e (re)escreve monografia

me via/vejo sem tempo
e sem prioridades para botar pra fora
sensações de um estranho no ninho
de alguém de passagem


de forma confusa
sem fixação
com a cabeça bem pra lá
(mas também pra cá)
mas sabendo que é necessário (e viável)
e que principalmente, vale a pena


dou por aqui
iniciada a sessão de estranhamento
e recriação de um Rio de Janeiro

pois o relato
lentifica as sensações e reações.

Salve São Jorge!!!!

4 comentários:

Mara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mara disse...

E como bem disse Caetano....

"É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta
De tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas...

(...)

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa
A chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso
Do avesso do avesso..."


Grande verdade

Luciana disse...

o avesso do avesso do avesso do avesso é o direito.

parece mais manso..

Ana Marcela disse...

"E, se o homem foi uma maneira de aprisionar a vida, não será necessário que, sob uma outra forma, a vida se libere no próppprio homem?"Gilles Deleuze