já prevista
e revista
era vislumbrada com uma trilha sonora
do partido alto
do pagode
e do samba de roda
caláfrios
e dias sombrios,
mais uma vez
o projeto não planejado
(pois vivendo a fugir de planos, sempre caio em visualizações, sonhos e ponderações)
sou tomado por um som baiano
o rio soa como caetano
mesmo quando ele fala da Bahia

e de Salvador
agora atravessando a cidade
vejo num Rio que nunca vi
o rio que preetendo relatar
caindo na rotina
sobe a serra
desce a serra
rumo ao trabalho
volta do trabalho
escreve e (re)escreve monografia
me via/vejo sem tempo
e sem prioridades para botar pra fora
sensações de um estranho no ninho
de alguém de passagem
de forma confusa
sem fixação
com a cabeça bem pra lá
(mas também pra cá)
mas sabendo que é necessário (e viável)
e que principalmente, vale a pena
dou por aqui
iniciada a sessão de estranhamento
e recriação de um Rio de Janeiro
pois o relato
lentifica as sensações e reações.
Salve São Jorge!!!!
4 comentários:
E como bem disse Caetano....
"É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta
De tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas...
(...)
E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa
A chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso
Do avesso do avesso..."
Grande verdade
o avesso do avesso do avesso do avesso é o direito.
parece mais manso..
"E, se o homem foi uma maneira de aprisionar a vida, não será necessário que, sob uma outra forma, a vida se libere no próppprio homem?"Gilles Deleuze
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